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5 de jan. de 2012

Eu sei bem demais que a poucos interessa o que eu vou dizer nesse Post. Pra não dizer ninguém. Mas o blog é meu e eu preciso desabafar.

Passei os últimos dias imersa em uma depressão silenciosa. Mas não poderia ser pra sempre. A vida continua e eu preciso sair do meu inferno particular. Tenho comido tudo o que vejo pela frente. Mas foi depois que eu comi pão dormido com restos de brigadeiro e cheiro verde que eu me dei conta de que tudo que eu vou conseguir com essa depressão é dor de barriga e um corpo de barril.

Eu tenho certeza de que eu sou importante pra quem é importante pra mim. É algo piegas de se dizer, eu sei. É o que me faz levantar a cabeça e dizer: puta que pariu! ACORDA!

Posso morar num lugar que eu considero um lixo, ser solitária na maior parte do tempo e ter escolhido profissões que provavelmente não me farão financeiramente independentes... Mas eu sou correspondida pelo homem que amo, tenho uma mãe maravilhosa e amigos – que moram longe e pouco vejo – mas os MELHORES!

O meu maior desafio agora é abrir os olhos e a mente,
E não deixar mais fechar.

6 de mar. de 2010

Mona Lisa


Quem disse que eu não sou mãe?!
Só que minha princesa tem 4 patas!

20 de nov. de 2009

Paulinho Moska - Vênus

William Bouguereau "O NASCIMENTO DA VÊNUS" óleo sobre tela, 1879, 300 x 218 cm.

Pq essa música me dá forças.








Quando a sua voz me falou: vamos
Eu vi deus sentado em seu trono: vênus
A religião que nós dois inventamos
Merece um definitivo talvez... pelo menos

Perceba que o que me configura
É sempre essa beleza
Que jorra do seu jeito de olhar
Do seu jeito de dar amor
Me dar amor

Não te dei nada que seja impuro
No futuro também vai ser assim
Se hoje amanheceu um dia escuro
Foi porque capturei o sol pra mim

Perceba que o que te configura
É sempre essa beleza
Que jorra do meu jeito de olhar
Do meu jeito de dar amor
Te dar amor

Perceba que o que nos configura
É sempre essa beleza
Que jorra do nosso jeito de olhar
Nosso jeito de dar amor
Nos dar amor


Não falo do amor romântico, aquelas paixões meladas de tristeza e sofrimento. Relações de dependência e submissão, paixões tristes. Algumas pessoas confundem isso com amor.Chamam de amor esse querer escravo, e pensam que o amor é alguma coisa que pode ser definida, explicada, entendida, julgada. Pensam que o amor já estava pronto, formatado, inteiro, antes de ser experimentado.Mas é exatamente o oposto, para mim, que o amor manifesta. A virtude do amor é sua capacidade potencial de ser construído, inventado e modificado. O amor está em movimento eterno, em velocidade infinita.

O amor é um móbile.
Como fotografá-lo?
Como percebê-lo?
Como se deixar sê-lo?
E como impedir que a imagem sedentária e cansada do amor não nos domine?

Minha resposta?
O amor é o desconhecido.

Mesmo depois de uma vida inteira de amores, o amor será sempre o desconhecido, a força luminosa que ao mesmo tempo cega e nos dá uma nova visão. A imagem que eu tenho do amor é a de um ser em mutação.
O amor quer ser interferido, quer ser violado, quer ser transformado a cada instante.

A vida do amor depende dessa interferência.A morte do amor é quando, diante do seu labirinto, decidimos caminhar pela estrada reta. Ele nos oferece seus oceanos de mares revoltos e profundos, e nós preferimos o leito de um rio, com início, meio e fim.

Não, não podemos subestimar o amor e não podemos castrá-lo.

O amor não é orgânico. Não é meu coração que sente o amor. É a minha alma que o saboreia. Não é no meu sangue que ele ferve. O amor faz sua fogueira dionisíaca no meu espírito. Sua força se mistura com a minha e nossas pequenas fagulhas ecoam pelo céu como se fossem novas estrelas recém-nascidas. O amor brilha como uma aurora colorida e misteriosa, como um crepúsculo inundado de beleza e despedida, o amor grita seu silêncio e nos dá sua música. Nós dançamos sua felicidade em delírio porque somos o alimento preferido do amor, se estivermos também a devorá-lo.

O amor, eu não conheço. E é exatamente por isso que o desejo e me jogo do seu abismo, me aventurando ao seu encontro. A vida só existe quando o amor a navega. Morrer de amor é a substância de que a vida é feita. Ou melhor, só se vive no amor.

E a língua do amor é a língua que eu falo e escuto.

2 de nov. de 2009

Eu sou a mulher perfeita!


Ontem, depois de uma breve discussão silenciosa e cheia de ódio com meu namorado que nunca tem tempo pra mim, peguei meu carro e fui pra uma boate gay com uns amigos. Adoro.

Sempre sou elogiada no meio gay.
Sou linda, iluminada, com um sorriso e um semblante MA-RA-VI-LHO-SO.
Meus seios são durinhos. Minhas pernas e meu bum-bum, menina, como é que pode?!
Eu arraso no visual. Sou discretíssima, mas sou chiq e fashion mesmo sem querer. Um charme.
Menina. Eu tenho personalidade.







Conclusão: eu sou mulher ideal... para gays!

O que eu faço com essa informação?!




1 de nov. de 2009

Maldita Genética


Quem me conhece sabe que eu não sou da turma do álcool. Eu não bebo. Prefiro ficar sóbria vendo os outros bêbados, e arrumo tanto barraco quanto.

Mas ontem eu saí de casa ás duas da tarde dizendo pra minha mãe que ia pra um churrasco. Saí linda, penteada, de banho tomado, roupinha nova, maquiagem na cara, sandália dela emprestada... Cheguei doze horas depois, com o osso da minha cachorra nas mãos (não me pergunte aonde eu achei), descalça, chamando urubu de meu loro.

_Jade, cadê o chinelo?!
_Perdi!

Ela abre a porta, eu entro.

_ Jade, Você bebeu!
_ Mãe, eu não bebo! Eu não bebi! Eu não bebi! [e foi nessa hora que a língua embolou]

Fui pro meu quarto, que tem um espelho imenso: lá estava o que condenava! Meus olhos IDÊNTICOS aos do meu pai depois que bebe suas latinhas de Skol.








P.s.: Que fique claro que eu não tive a intenção de mentir para minha mãe. Só acho que para que a relação entre pais e filhos seja justa, algumas coisas não podem (e nesse caso nem precisam) ser ditas.

30 de out. de 2009

Minha inspiração para o feriadão!





Sim! O feriadão vai ser do jeito que o diado, e conseqüentementemente eu, gosta! Por isso vou fzr como minha musa inspiradora e passar muito BLUSH! BLUSH!, e vou pro mei do mundo.

Chega de ficar em casa estudando. Veja o Lula, nunca se formou e é o presidente do Brasil!

27 de out. de 2009

Um dia, o amor vai botar pra fuder na sua vida...


Olhe! Se você conhece uma mulher espontânea, cheia de marra, que fala de sexo sem o menor pudor... desconfie! Eu tô desconconfiada pow! Não! O bichinho da Amélie Poulin ainda não me picou e eu não estou sonhando em casar de branco e na igreja. Ui, bate na madeira.

Mas hoje estava eu linda, loira, despudorada, bem humorada estudando quando me cansei de digitar um texto cansativo sobre a linhagem absolutista e resolvo entrar no twitter pra dar uma relaxadinha. Eis que eu sigo uma tal de @daniarais que tem blog bem interessante, então eu sigo. Só que esta criatura resolveu mandar o link de uma música bem na hora que eu entrei! Pois eu fui lá e baixei. Até hoje eu não faço a menooor idéia de quem seja, mas a música tem uma pegada bacana e tudo mais... Mas o que FODEU o meu dia foi a letra dessa desgraçada. Não consigo parar de ouvir e me desesperar. É essencial que vocês ouçam, porque é realmente muito interessante e fatídica. Mas só o refrão explica tudo:

O AMOR VAI TE FODER UM DIA, O AMOR VAI TE FODER...


Vou confessar uma coisa, mas fica só entre a gente. Toda garotona tem QUÊ de Rapunzel esperando pra jogar as tranças, fato. Talvez ainda não tenhas descoberto, talvez esteja esperando pra jogar as tranças só depois dos 30, talvez já tenha jogado e vocês nem perceberam... O que importa é que ela é o pior tipo de sonhadora: a enrustida. E passa o dia ouvindo isso?! É de foder.


Pra não baixar, é só ouvir a música aqui.


22 de out. de 2009

Meu dia de Gostosa


Geralmente eu me contento em ser invisível. Não tenho essa necessidade que a maioria das pessoas ligadas á moda têm de ser “fashion”. Gosto de ser vaidosa pelos outros, tenho alma de artista discreta.

Mas hoje eu acordei com alma de mulher gostosa! Coloquei um shortinho (bem inho, diga-se de passagem), um decote, um brincão colorido e um rebolado. Saí! O problema de se sentir gostosa, se vestir como gostosa e ir pra rua como gostosa é que o mundo não está preparado para as gostosas.

O plano era sair daqui direto pra faculdade. Mas acabou que no meio do caminho minha mãe decidiu que eu tinha que ir ao centro com ela. Ai, que delícia! Lá fui eu com meu shortinho, meu decote e meu rebolado pelas ruas do centro me exibindo praqueles homens e seus assovios e olhares descarados e nojentos. Pra tudo ficar melhor eu levei um belíssimo tombo na frente duma loja de eletrodomésticos. Maravilha! Andei quilômetros com o pé doendo e o peso de olhares sob a minha bunda.

Então fui eu, meu shortinho e meu decote pra faculdade. O professor me olhou de cima a baixo com aquele olhar de quem não sabe o que pensar. A única coisa que eu consegui falar foi “desculpa pelo traje professor”. Ele nem se dignou a responder. Uma africana puritana da minha sala não olhou na minha cara por toda tarde. Mentira! Olhou uma vez com aquele olhar de profundo DESPREZO!


A aula terminou mais cedo, eu já me sentindo uma devassa, liguei pra um amigo pra gente tomar umas e conversar sobre uns assuntos pendentes. “Vai pro bar que eu te encontro lá!”. No caminho quase que minha bunda cai de tanto que olharam. A minha vontade era de tirar a porra do short e ficar logo pelada no meio da rua pra ver se eles ficavam logo felizes de vez.

Quando eu tava chegando no bar, todos os homens que estavam sentados pararam de conversar pra me olhar. Puta que pariu, eu realmente tava gostosa. Sentei-me, pedi uma Skol, acendi um cigarro. Detalhe, nem bebo. A cara deles foi impagável. Não dava mais pra olhar pra minha bunda, mas dos meus peitos não tiraram o olho por um bom tempo.
E o (escroto!) do meu amigo (te adoro viu Álvaro!) ainda ficou fazendo piadinhas infames sobre o infame shortinho.

Conclusão! As pessoas dizem que eu devia ser mais vaidosa, me preocupar mais com a minha aparecia... Olha aí o que deu! Eu fui querer ser gostosa e o mundo não entendeu. E eu juro que eu não tava vulgar tipo Loira do Tchan. Pergunta pro Álvaro! Prefiro minha invisibilidade de todo dia.

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